O Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL) vem, no decorrer de sua gestão, realizando trabalhos em prol da Corporação que visam tornar os Grupamentos Operacionais da capital e do interior do Estado autossuficientes, para assim, tornar o serviço e a estadia da tropa mais agradável. Um exemplo é o projeto para descentralização da ordenação de despesas no CBMAL.

Atualmente o Corpo de Bombeiros conta com um ordenador geral de despesas, o comandante geral da Corporação, que tem a função de deferir ou indeferir todas as solicitações de compras de todos os setores administrativos e grupamentos operacionais da Corporação.

Sendo assim, quando uma unidade operacional precisa fazer uma compra de um condicionador de ar para determinado alojamento, por exemplo, o comandante deste grupamento faz uma solicitação por escrito para a Diretoria de Material e Patrimônio (DMP) que abrirá o processo incluindo três orçamentos de empresas fornecedoras desse produto. Quando o processo estiver aberto e completamente regularizado, o diretor de material e patrimônio se reúne com o subcomandante geral e com diretor de finanças, membros do conselho de política estratégica, para decidir pela compra ou não deste material. Após o deferimento, o processo vai para a Diretoria de Finanças (DF) que confecciona um despacho pedindo autorização para o comandante geral para realizar o empenho e pagamento do material. Após, o ordenador de despesas despacha a autorização para a DF, que empenha e remete a nota para a DMP entrar em contato com a empresa para fornecer o produto. Após a chegada do material, ou DMP ou o almoxarifado Central ou o gestor do processo (no caso de contratos) atestam o recebimento do produto na nota fiscal e a DF realiza o pagamento.

Para o subcomandante geral da Corporação, Coronel Gláucio Alcântara, a ideia principal da descentralização da ordenação de despesas é que todos os comandantes de unidades sejam os ordenadores de despesas de seus grupamentos. “Os comandantes dos grupamentos realizarão o gerenciamento dos recursos dentro de suas unidades para assim, dar mais agilidade às necessidades de cada grupamento”, explicou o subcomandante.

Acabar com a burocracia e dar uma maior autonomia para os grupamentos realizarem suas próprias compras são os principais objetivos desse projeto. A meta é poder implantar esse projeto até o final do ano e para isso será realizado um treinamento para preparar os auxiliares que trabalharão em cada unidade, tanto na extensão da DF como da DMP.

Segundo o Tenente Coronel Ivo Alvarez, diretor de finanças, desde a chegada da solicitação à DMP e a chegada do material no Quartel do Comando Geral o processo de compra dura de 30 a 60 dias dependendo das pendências que precisem ser resolvidas. “Ainda estamos em fase de estudos junto da Secretaria de Estado de Planejamento e da Fazenda para implantar esse projeto na Corporação, mas sabemos que quando implantado, tornará os processos de compra nas unidades da capital e principalmente do interior muito mais ágeis”, falou.

O Subcomandante concluiu dizendo que o Comando Geral já tem os valores iniciais que cada grupamento vai gerenciar, sendo estes provenientes das verbas de custeio e da Diretoria de Serviços Técnicos. O Coronel Gláucio também frisou que a longo prazo a Corporação quer alcançar o que nenhuma outra no Brasil alcançou, deixando a DMP e a DF como setores fiscalizadores responsáveis pelas compras gerais da Corporação, e dando a autonomia necessária para que cada unidade seja responsável por si própria, até nos casos de compras por licitações.